quarta-feira, 2 de abril de 2008

Entrega do Prémio DST marca 1º dia da Feira do Livro de Braga

A atribuição do Prémio Literário DST 2007 ao poeta e ficcionista Nuno Júdice, pela sua obra “Geometria Variável”, assinalou a abertura da 17ª edição da Feira do Livro de Braga. O evento — que ocorre anualmente no Parque de Exposições de Braga (PEB) — arrancou no passado dia 29 de Março e termina a 13 de Abril.

O Grande Prémio DST — no valor de 15 mil euros e patrocinado pela empresa Domingos da Silva Teixeira — é atribuído anualmente na Feira do Livro de Braga há já 13 anos. Distingue obras em português, cujo autor tenha nascido ou resida no nosso país, alternando, ano após ano, entre a prosa e a poesia. Desta vez foi galardoado um livro de poesia — Geometria Variável — uma das obras mais recentes de Nuno Júdice.

A obra foi eleita unanimemente pelo júri — constituído por José Manuel Mendes, Carlos Mendes de Sousa e Vítor Aguiar e Silva — que entregou o prémio juntamente com José Teixeira (presidente do Conselho de Administração da DST), Jorge Cruz (administrador do PEB) e Mesquita Machado (Presidente da Câmara Municipal de Braga).

Na cerimónia de entrega do prémio — onde foram oferecidos exemplares da obra premiada à assembleia — Vítor Aguiar e Silva, presidente do júri, referiu que “o prémio de Literatura DST de 2007 acolheu um número muito elevado de obras de qualidade incomum”. No entanto, considera que “Geometria Variável” se distinguiu pela sua beleza e pela “elegância e equilíbrios formais dos seus poemas”, acrescentando que um dos encantos desta obra de Júdice passa pela “aliança e mesmo simbiose de metapoesia, da sensualidade e do erotismo”.

Em discurso na mesma cerimónia, Nuno Júdice afirmou que os seus trabalhos literários — uma obra muito vasta — são inspirados em Camões e Pessoa, sendo a génese de “Geometria Variável” a “oscilação” entre os dois autores. Para traduzir a relação que mantém com a sua poética, finalizou a sua intervenção com um poema que considerou “insubstituível por quaisquer outras palavras”.



Interrogado acerca do significado do prémio, Nuno Júdice explicou-nos que “é uma forma de fazer ouvir a presença do livro”, sobretudo numa altura em que “o livro, sobretudo de poesia, não tem grande expressão na imprensa porque a crítica literária está muito reduzida”.

No final da cerimónia, estivemos à conversa com Marta Barbosa, uma admiradora do trabalho de Júdice, que não quis deixar de assistir à entrega do prémio. Revelando um grande conhecimento da obra do poeta, Marta considera que Geometria Variável “é dos melhores livros que Nuno Júdice escreveu”. Acrescentou, ainda, que este prémio, tal como todos os outros, é "merecido".

Concerto inaugural da Feira do Livro

Na noite de Sábado, Jorge Palma subiu ao palco do Grande Auditório PEB, fechando “em grande” o primeiro dia da Feira do Livro. Num concerto com lotação esgotada, o artista apresentou êxitos de toda a sua carreira e divertiu o público com a sua inconfundível atitude em palco. O Anotação Digital filmou alguns desses momentos.


Importância da Feira do Livro

Procuramos saber, junto de alguns expositores e visitantes, quais as vantagens deste projecto para as pessoas e para a cidade.

Para António Lopes, director da empresa Inovação à Leitura — que abrange editoras como a Dom Quixote, a Caminho e a Texto Editora — esta iniciativa é indispensável à dinamização cultural do concelho, já que promove o livro. No entanto, defende que seria necessária uma maior intervenção junto das pessoas, de modo a “sensibilizá-las para a leitura”.

Já Cátia Vilaça, uma das primeiras visitantes desta edição da Feira do Livro, falou-nos um pouco sobre o que a traz, ano após ano, a este evento.



Algumas imagens do 1º dia da Feira do Livro





Outras informações:
Programa da 17ª edição da Feira do Livro de Braga
Planta e lista de expositores

Localização do Parque de Exposições de Braga

Box de Serviço
Feira do Livro de Braga 2008 – De 29 de Março a 13 de Abril no Parque de Exposições de Braga (PEB)
Av. Dr. Francisco Pires Gonçalves Apartado 604711-909 Braga - Portugal

Datas e Horários
Sábados e Domingos: das 15h00 às 23h00
Dias úteis: das 17h00 às 23h00
Dias de visita das Escolas: 2 e 9 de Abril das 9h30 às 12h00
13 de Abril das 15h00 às 20h00
Estacionamento livre
Entrada gratuita

Contactos
Departamento de Feiras e Exposições
Telefone: 253 208 230
Fax: 253 264 672
E-mail: feiras@peb.pt



Cláudia Fernandes
Maria Luísa Silva

quarta-feira, 19 de março de 2008

Trabalho final - plano

Entrega do Prémio de Literatura Domingos Silva Teixeira (DST) 2007 para “Geometria Variável” de Nuno Júdice na Feira do livro 2008 (Parque de Exposições de Braga) dia 29 de Março.

  • Vídeo da entrega do prémio
  • Slide sobre a Feira do Livro, de modo a contextualizar o evento
  • Entrevistas áudio aos visitantes sobre o autor e livro
  • Biografia e obra do autor
  • Entrevista ao autor

Ciberjornalismo

Com o advento da comunicação digital surge o ciberjornalismo, que apresenta uma linguagem nova – digital –, não estanque mas permeável a mudanças e a inovações criativas. Por ser produzido no ciberespaço, o ciberjornalismo altera os três procedimentos-base do jornalismo - investigação, produção e difusão.

Novo conceito de audiência

Ao contrário dos mass media, a comunicação digital estabelece-se de muitos para um ou muitos utilizadores. É também conhecido um novo significado para a audiência – os leitores já não são passivos, adquirem autonomia para consulta e produção de conteúdos.
Cada um dos muitos que estabelecem a relação comunicacional digital, tem o espaço e a possibilidade de encarnar virtualmente o papel de jornalista. Veja-se a iniciativa digital do jornal El Pays, El País de los Estudiantes (página em espanhol), que permite aos estudantes criarem o seu jornal online.


Interactividade

O utilizador tem, portanto, a oportunidade de participar na produção e publicação de conteúdos na Web, que podem ser alterados em “tempo real”. Um bom exemplo desta lógica de interactividade reside na plataforma Wikipédia, na qual qualquer utilizador pode alterar o conteúdo de uma página (jornalismo de código aberto).
O jornalismo pode também ser realizado em parceria - jornalismo colaborativo -, bastando para tal que sejam mais do que um os autores do trabalho final publicado.
A interactividade também se dá por meio de um género de jornalismo digital que permite os comentários, ou seja, o feedback do leitor. Trata-se do jornalismo participativo.
Assim, através destes tipos de jornalismo possibilitados pelo cibermeio - que envolvem a interacção do utilizador com a informação – o jornalista e o leitor reduzem a distância que os separa, já que os leitores participam, de certa forma, na notícia.


O Hipertexto

A hipertextualidade, isto é, a interconexão de diversos textos digitais entre si, não deve, do mesmo modo, ser descurada. O hipertexto é importante pois ao remeter para outras fontes, permite ao leitor a obtenção da informação que lhe interessa. No entanto, os links devem ser colocados de modo a evitar a dispersão discursiva e a ruptura de sentido.


Multimédia

Os conteúdos jornalísticos publicados no cibermeio também se tornam mais completos e menos monótonos quando apostam na linguagem multimédia.
O ciberjornalismo pode ser considerado uma arte, já que o conteúdo digital apresenta uma arquitectura eclética: combina num mesmo corpo diversos elementos, como texto, imagem, áudio e vídeo. Cada vez menos a arte é considerada elitista, logo, o ciberjornalismo está ao alcance de quase todos. Não é difícil trabalhar na construção de conteúdo multimédia, quando o próprio cibermeio nos disponibiliza ferramentas. O Google Page Creater (página em inglês) constitui uma ajuda online que torna mais fácil a criação e publicação de páginas úteis e atractivas na Web. Por exemplo, se pretender criar uma apresentação de fotografias, ou então, se quiser publicar na Internet as suas apresentações, como um documento power-point, aceda ao site do Slideshare (página em inglês).
São inúmeros os utensílios e as tecnologias que hoje existem para construir um jornalismo apelativo, colorido e sedutor, com uma dose de imaginação.
Não seria uma experiência diferente se conseguisse compreender um pouco da história geográfica da sua cidade desde, por exemplo, do séc. XVI até ao dia de hoje, por meio de um mapa hipertextual? Assista à metamorfose de algumas cidades do mundo no Hypercities (página em inglês), ao mesmo tempo que faz novos amigos.


Algumas desvantagens

No entanto, o ciberjornalismo não goza só de vantagens revolucionárias. É necessário ter em atenção as suas contrapartidas. Apesar da falta de limite espacial e temporal do ciber-meio ser benéfica, porque garante o acesso a muita e variada informação, pode levar ao congestionamento informativo.
O ciberjornalismo pode, também, tornar-se mais superficial, pois exige menos investimento no jornalismo de investigação. Por último, é importante referir que esta vantagem está longe de ser real para a maioria que não tem acesso à internet. Assim, o ciberjornalismo pode contribuir para o aumento das assimetrias sociais.


Curiosidade

No cibermeio uma simples mensagem de blogue envereda por um caminho complexo, ramificado. Se o quiser conhecer visite o site da Wired Magazine (página em inglês).

Director do ComUM admite independência do jornal

O Jornal ComUM – pertença do Grupo de alunos de Ciências da Comunicação da Universidade do Minho (GACSUM) e disponível online desde Dezembro de 2005 – viu nascer há cerca de três semanas a sua edição impressa. Em entrevista a Rui Passos Rocha, director do ComUM, este falou-nos de algumas questões relacionadas com o jornal universitário.
Rui Passos Rocha considera o ComUM um jornal independente, apontando esta característica diferenciadora em relação aos outros jornais universitários como uma vantagem em termos de liberdade jornalística.


No que respeita ao modo de trabalho do grupo, Rui Passos Rocha compara-o a outros jornais nacionais, na medida em que o ComUM possui uma cadeia hierárquica e agendamentos a cumprir impreterivelmente, como qualquer outro jornal.


A escolha dos assuntos a tratar em cada edição é, segundo Rui Rocha, fruto de uma decisão conjunta dos membros da direcção.


No que concerne ao grau de preparação dos alunos que se lhe apresentam para colaborar no ComUM, o director afirma que ainda que alguns elementos cheguem já muito bem preparados, a aprendizagem é gradual e resulta, em grande parte, de conselhos mútuos entre os diferentes membros da equipa.


Conversando com duas alunas da Universidade do Minho (UM), procuramos saber quais as suas opiniões sobre o jornal ComUM.

Rita Azevedo, aluna do 3º ano de Direito e mais atenta à versão impressa do que online, aponta como uma mais-valia da publicação a abordagem de temas que, de algum modo, incluem e interessam o corpo estudantil. A aluna considera ainda que o jornal revela uma certa independência, facto bastante perceptível através dos conteúdos apresentados pelo mesmo.


Já Ana Silva, aluna do 3º ano de Línguas Estrangeiras Aplicadas é leitora atenta do ComUM. A aluna, que elege como rubricas favoritas a IncomUM - dedicada ao humor - e as crónicas, distingue positivamente o jornal ComUM dos restantes jornais académicos, que considera mais limitados em termos da temática abordada.


Outras informações:
Página do Grupo de alunos de Comunicação Social da UM (GACSUM)
Localização da Universidade do Minho

sexta-feira, 14 de março de 2008

quinta-feira, 13 de março de 2008

terça-feira, 11 de março de 2008

BUTE: 2ª vaga de inscrições "sobre rodas"

Começa hoje, 11 de Março de 2008, a 2ª fase de inscrições para aquisição de bicicletas BUTE – Bicicleta de Utilização Estudantil. O projecto BUTE, lançado em Novembro de 2007 na Universidade do Minho (UM), consiste numa iniciativa pioneira nas universidades portuguesas. Sob o mote, “Vamos mudar mentalidades”, o objectivo da BUTE passa por proporcionar uma alternativa saudável e gratuita ao automóvel como meio de transporte para chegar à UM, incutindo nas pessoas uma certa atitude ecológica e predisposição para hábitos saudáveis.
Resultante de uma parceria entre a IDEIABIBA - empresa direccionada para a criação de eventos sociais e desportivos, – e os Serviços de Acção Social da UM (SASUM), o projecto conta também com o apoio da Câmara Municipal de Braga.

A quem se destina

Dirigidas a alunos, professores e funcionários da UM, são atribuídas mensalmente duzentas bicicletas BUTE. As primeiras duas centenas foram entregues a alunos bolseiros, prioritariamente aos residentes universitários, após a assinatura de um contrato – válido por três anos – entre os candidatos, os SASUM e a IDEIABIBA.
Distribuídas gratuitamente após um período de candidatura, as bicicletas BUTE continuarão a ser entregues até Julho do presente ano. A ficha de inscrição, que deverá ser enviada via email para o endereço bute@sas.uminho.pt, está disponível no site do jornal UMdicas.

O que pensam os alunos da BUTE

Foi junto a uma estação de parqueamento BUTE, no campus de Gualtar, que estivemos à conversa com dois alunos da Universidade do Minho para tentar perceber se conhecem o projecto.


Localização da UM (Campus de Gualtar)

terça-feira, 4 de março de 2008

Nova Lei do Tabaco: primeiros efeitos e opiniões


Dois meses após a entrada em vigor da nova lei 37/2007 de 14 de Agosto, o comércio de alimentação e bebidas que circunda a Universidade do Minho (UM), nomeadamente na Rua Nova Santa Cruz, faz um balanço negativo em termos de lucro.
A perda de clientes nos locais agora identificados com o dístico vermelho surge como uma das consequências centrais da Lei do Tabaco. Como nos diz Matilde Antunes, gerente do café Tostum, “a afluência de pessoas é menor e vende-se menos tabaco”.

É unânime entre os entrevistados que esta lei proibitiva pode constituir um incentivo à diminuição da dependência do tabaco ou mesmo à cessação do seu consumo. José Carlos Pereira, proprietário do bar Terminal, refere que no seu estabelecimento, a quebra nas vendas de tabaco constitui já uma consequência visível da referida lei: “ antes vendíamos 50 volumes por dia, agora só vendemos 5”. No entanto, a perda de receitas não é o único factor negativo apontado pelos entrevistados. O proprietário do bar Terminal diz-nos que “o ambiente já não é o mesmo, as pessoas têm que ir lá fora fumar”, o que dificulta a convivência entre fumadores e não fumadores dentro do estabelecimento, optando estes, muitas vezes, por “ficar a conversar à porta do café”.

Confrontado com a hipótese de fazer alterações no estabelecimento de modo a permitir o consumo de tabaco, o proprietário do Terminal confessa que esta iniciativa não compensa, pois os orçamentos são altos, “rondam os 5.000 euros”. A falta de informação acerca dos dispositivos de extracção do fumo é outra das razões apontadas: “a lei não especifica os modelos, nem os vendedores destes aparelhos sabem indicar quais os mais adequados”.

As opiniões em relação à lei são divergentes. Matilde Antunes, embora concorde com a sua aplicação, afirma que deveriam ser os proprietários a decidir. Já José Carlos Pereira, que discorda da lei, diz que uma vez em vigor não deveriam haver excepções, ou seja, não deveria ser permitido fumar em nenhum espaço fechado.
Na óptica de alguns clientes, esta lei é benéfica, em especial nos espaços de restauração, nos quais o fumo era incómodo, garantem as estudantes da UM Ana Pereira – não fumadora – e Adriana Rocha – fumadora.

Localização da Rua Nova Santa Cruz - Gualtar

Mais informações sobre a Lei: